Mu 2012

Em busca de fusão e de experimentação no seio da música tradicional, muitos foram, e continuam a ser, os estilos que caracterizam esta banda portuguesa.
Os seus membros dedicam-se aos mais variados instrumentos provenientes dos quatro cantos do mundo, o que permite a este projecto viajar por distintas culturas e mergulhar numa viagem por mundos perdidos resgatando-os até à actualidade.

Nos seus espectáculos, os MU criam ao vivo um momento de alegria contagiante, a energia viaja no ar e invade os corpos, impelindo-os a dançar num mundo sem limites.

Ao longo de seu percurso, os MU contam já com três trabalhos discográficos: Mundanças (2005), Casa Nostra (2008) e Folhas Que Ardem (2012).
Os MU contam já com cerca de 200 espectáculos ao vivo em Portugal continental e ilhas, Espanha, Croácia, Roménia, Inglaterra, Suécia, Polónia e Malásia, e também a vitória do concurso de Música folk "Arribas Folk" e o Prémio Carlos Paredes.

Traduzem-se em seis os rostos deste grupo com apenas um objectivo: fazer o mundo dançar.


 


"De onde é que vem esta música que não se sabe bem de onde vem?...

Nos Mu - e, recorde-se, Mu era o nome de um mítico continente perdido, terra de atlantes, sereias e outros seres míticos - a música parece vir de todo o lado e de um lado só deles, dali de dentro, das suas almas e dos seus corações. Se calhar, os Mu recriam sem o saber temas tradicionais de Mu, o continente do Oceano Pacífico onde se teriam cruzado povos ainda agora existentes e outros que deixaram de existir, seres verdadeiros e imaginários, se é que a verdade e a imaginação não são uma e a mesma coisa, como o são na música dos Mu.

Porque uma música que tem tanto de verdade como de... imaginação. E uma alegria e um brilho imensos, um encanto permanente tanto nos temas originais - mas que reflectem tantas e tantas músicas de tantos e tantos lugares!

A música dos portuenses Mu serve para dançar, mas serve também para ensinar a ouvir - a ouvir a sua música e a de muitos outros.

E isso é o que torna os discípulos mestres. 

António Pires 
 



Falarmos dos MU e não falarmos da importância da "passagem" era limitarmos a vida apenas à sua transitoriedade. Certamente que haveria muito mais para além da porta...
Inconformados, ergueram-se.
Reinventaram cores e sabores e partilhando afectos decidiram ter o sonho como horizonte. Em profunda unidade com a Terra, dançaram em círculo.
Por sendas de Sendim viajaram de burro. Calcorrearam caminhos... Desfrutaram "Andanças". Foram reis de "Arribas" e "Sin Fronteras" geraram "Mundanças".
Foram, são e serão os MU, nómadas de pensamento, músicos por paixão, amigos de verdade.
Volveram-se 5 anos e eles amadureceram.
Enterraram as raízes mais fundo, regando-as com a mais cristalina das águas e floresceram em tradição.

Pediram-me para falar de MU e eu forçosamente tenho que falar de gratidão.

Caminhai senderos, lançai as sementes ao chão.

Paulo Mosqueteiro